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Hora de olhar para fora

Hora de olhar para fora

Após o fim das eleições presidenciais, a economia brasileira reduziu grande parte das incertezas que a rodeavam. A eleição de Jair Bolsonaro, bem como a formação de um congresso muito mais favorável à reforma do que se esperava aumentaram muito a possibilidade da execução da reforma da previdência, ficando em questão basicamente quando ela será aprovada: se será ainda no governo Temer ou se ficará mesmo para 2019. 

Soma-se a isso a qualidade e prestígio dos nomes confirmados e especulados para os ministérios do novo governo, com destaque para a equipe econômica que vem se formando. A expectativa é de que além da reforma da previdência, várias outras medidas e reformas importantes sejam implantadas nos próximos quatro anos. Com isso, a economia brasileira deve fortalecer o movimento de recuperação que se estabeleceu em 2017 e ganhou força no segundo semestre de 2018. 
Dado esse cenário, resta saber se o setor externo servirá como um propulsor ou redutor do crescimento brasileiro nos próximos anos. Para isso, creio que há três questões principais no contexto global que podem impactar a economia brasileira no curto e médio prazo: a guerra comercial entre EUA e China, o Brexit e o comportamento da inflação norte americana.

A guerra comercial e o Brexit tendem a impactar mais a balança comercial brasileira, ou seja, nossas exportações. Dado o baixo coeficiente de abertura comercial do Brasil, representado pelas importações + exportações sobre o PIB, um efeito negativo advindo desses eventos teria um impacto limitado sobre nossa economia. Creio que o grande “elefante na sala” da economia mundial no momento seja o comportamento da inflação norte americana, e seu impacto sobre a política monetária do Federal Reserve (o banco central norte americano).

Um aumento da inflação americana levaria a uma elevação mais acentuada e rápida da taxa de juros americana, reduzindo a atratividade dos investimentos em economias emergentes, além da tendência de aumentar a volatilidade e reduzir o valor dos ativos no mercado financeiro global. Isso geraria uma redução do investimento externo, com uma consequente desvalorização e volatilidade cambial. Como a taxa de câmbio é um dos principais preços de uma economia, esse último item teria um impacto mais significativo, por se tratar de um efeito sistêmico para toda a economia global. Contudo, os investidores internacionais já estão pouco alocados na economia brasileira, e nossa posição de reservas cambiais é muito saudável, fazendo com que uma crise internacional hoje gere muito menos volatilidade do que já gerou em outros momentos de nossa história.

Tags: Economia


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