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Meu filho não larga o tablet

Meu filho não larga o tablet

Especialista dá dicas para os pais usarem a tecnologia de forma saudável.

A tecnologia é uma boa ferramenta para trazer informação e desenvolver habilidades. A criança desenvolve rapidez de raciocínio e da psicomotricidade através de jogos interativos adequados para a idade. De acordo com a pedagoga e diretora da Escola Ciranda, 

Jacqueline Martins de Moraes, a tecnologia pode ser uma grande aliada da educação e do desenvolvimento, mas precisa ser direcionada e ter o tempo limitado. “A criança em idade pré-escolar, de 2 anos a 5 anos, poderia utilizar o tablet ou o celular em torno de 40 minutos por dia, no máximo. Isso poderia ser dividido em dois períodos de 20 minutos”, explica. 
O grande problema da superexposição da criança pequena às tecnologias é que ela desenvolve o conhecimento de forma passiva. “A criança recebe a informação já pronta e deixa de desenvolver outras habilidades, como a criatividade e a imaginação. Ela deixa de desenvolver o “fazer”, e a criação.”, descreve Jacqueline. “Isso, a longo prazo vai trazer sérias consequências para o desenvolvimento cognitivo daquele indivíduo, e esse perfil vai ficar mais evidente na adolescência, e depois, na vida adulta”, reforça.

Meu filho pequeno é viciado em eletrônicos

Para quem já tem esse problema de um filho pequeno viciado em eletrônicos, é preciso iniciar um processo de mudança de forma gradativa. “A tecnologia pode se tornar um vício e isso é sério. Os pais podem ir reduzindo o tempo de uso do tablet ou do celular meia hora por semana, até chegar ao tempo adequado. É importante que ao retirar o acesso à tecnologia, isso não seja substituído por outros presentes, mas por atividades realizadas em conjunto com a família. Não se pode simplesmente deixar a criança por conta própria. É importante criar atividades de interesse da criança, incluindo atividades como culinária, marcenaria e jogos de montar”, explica Jacqueline.

E a pedagoga reforça que é muito importante que o tempo livre da criança em casa tenha sempre um período na companhia familiar, para que se garanta os laços afetivos. “Além disso, os pais têm que trabalhar a questão da autoridade e da hierarquia, tanto para os mais novos, como para tratar com as crianças mais velhas e não ceder às chantagens que podem ocorrer no processo de redução do tempo de exposição aos eletrônicos”, descreve. 

Supervisão e segurança

Outro aspecto que é sempre bom reforçar é a questão da segurança, porque a partir do momento que a criança tem acesso à internet ela está exposta e precisa ter supervisão. A pedagoga reforça: “Tanto para que o conteúdo seja adequado para a faixa etária, como para ser protegida de perigos reais que podem ocorrer online, a criança não deve ser dona de um celular, tablet ou computador em idade precoce. Ela ainda não tem maturidade para filtrar os conteúdos ou a comunicação que pode ocorrer por meio dessas ferramentas.”, comenta Jacqueline.  

 

 

Ciranda - Gestão em Educação

*Jacqueline Martins de Moraes é Pedagoga formada pela UNICAMP, com mais de 20 anos de experiência à frente da educação infantil. É diretora pedagógica da Escola Ciranda, que prima pela educação baseada na abordagem Construtivista e está localizada em Barão Geraldo, Campinas - SP. Entre outras formações, realizou estágio na Alemanha, onde pôde conhecer a realidade dos Kinder Garten. 

Rua Germano Caselatto, 75 - Barão Geraldo - 19 3289-0005 - 3288-0824 www.cirandaescola.com.br

 

 

 

Tags: Educar


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